Economias alternativas discutidas na sétima edição do evento anual da ASPPA

A Associação de Pós-graduados Portugueses na Alemanha (ASPPA) discutiu no passado dia 2 de Novembro, as potencialidades e limitações das economias alternativas, com o objetivo de “sensibilizar a comunidade portuguesa e lusófona”. A sétima edição da conferência Portal dedicou-se ao tema “Repensar economias alternativas aquém e além-mar” e realizou-se este ano em Frankfurt, “pólo industrial efervescente na Alemanha, que aloja empresas de vários setores, como os financeiros, industrial e tecnológico”, onde trabalham vários portugueses. “Esperamos que as sinergias existentes entre Portugal e Alemanha a nível científico e industrial, possam estimular a difusão destas economias alternativas de modo a reduzir a pegada de carbono na Europa. Por outro lado, estas discussões expandem as perspetivas relativamente a novas competências sociais”, afirmou Sofia Figueiredo, presidente da ASPPA, em declarações à agência Lusa. O tema escolhido para a edição deste ano é de “extrema importância no contexto internacional”, sublinhou a dirigente associativa, notando que “enquanto o capitalismo prioriza o ganho sobre o bem social, os recursos naturais e o meio ambiente, as economias alternativas otimizam a utilização de recursos, com base na sua partilha, resultando numa maior sustentabilidade económica, ecológica e bem social”. Como subtemas, a conferência Portal 2019 procurou “explorar o potencial e as limitações de economias alternativas com vista a um mundo mais sustentável, tendo a tecnologia digital um papel facilitador”, entre outras questões. “Como é que podemos expandir o impacto local dos cafés reparadores e modelos similares de modo sustentável? Como é que podemos usar o poder digital de modo a manter a filosofia original, de passagem de conhecimento à comunidade e de otimização de recursos existentes?”, lançou Sofia Figueiredo. Na Alemanha existe uma forte cultura ambiental, reconhece a presidente da ASPPA, que se manifesta em várias vertentes, “desde a social até à política e tecnológica”. “Existe uma preocupação real do governo em reduzir a pegada de carbono na Alemanha. Para isso é es sencial desenvolver soluções tecnológicas e sociais (...) A forma como Portugal e a Alemanha utilizam a tecnologia digital para o estabelecimento de um futuro global mais sustentável, será um dos tópicos de discussão”, adiantou.

O evento contou com cerca de trinta participantes, vindos de várias regiões da Alemanha, e com a presença de vá rios investigadores vindos de Portugal para partilhar os resultados dos seus projectos, que serviram de pretexto para discutir o tema da conferência. A discussão começou com uma análise crítica de Viriato Soromenho-Marques à actual prática económico-financeira, que se afastou dos ideias da economia política e moral de Adam Smith, pai da economia moderna, e que não está orientada a dar resposta aos desafios climáticos e ecológicos actuais. Este enquadramento serviu de pretexto para as apresentações que se seguiram, sob o painel ‘Economias alternativas como veículo para uma sociedade mais sustentável’, e que se debruçaram sobre projectos de economia solidária, economia de partilha e responsabilidade social corporativa. Estas apresentações foram complementadas, na parte da tarde, por intervenções dedicadas à digitalização e às possibilidades que as novas tecnologias 5 e 6G oferecem para uma economia do futuro, assim como à relavância da criatividade para a criação de valor futuro. No final, houve lugar a uma mesa redonda com a participação de todos os oradores, moderada por Miguel Crespo, e à qual se seguiu um Porto de honra em que todos puderam pôr a criação de redes em prática. Noites

Lusa / TPP

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